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meraluz at 2:58 PM - post nº
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Eterno Retorno II
Por que voltamos sempre a cometer os mesmos erros e, em muitas das vezes, com os mesmos personagens e nos mesmos lugares, onde a única variável é o tempo? Deve ser a teoria de Nietzsche: o Eterno Retorno (ver abaixo). Um tempo infinito, em um universo finito, com um número igualmente finito de possibilidades, as quais não têm outra escolha se não a de se repetir.
Não é para responder. É para refletir. A questão é retórica.
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meraluz at 2:20 AM - post nº
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Maio 22, 2003 :::
Bienal do Livro 2003 - minha experiência
Finalmente tomei coragem e fui à Bienal. Em dias de semana posso evitar as multidões. Mas, em compensação, a algazarra dos grupos escolares visitantes tira qualquer concentração. Realmente são lindos os ruídos que a adolescência faz, mas é que há momentos em que preferimos prestar atenção nas outras coisas de "gente grande". Foi o caso da entrevista com o sociólogo francês Jean Baudrillard, no Café Literário - o melhor espaço da Bienal. Por ali, desde a última quinta-feira, passaram Veríssimo, Ligia Fagundes Telles, Millor, Caruso, Cony (meu ídolo), Ubaldo e tantos outros. Aquilo lá está muito bom. Mas eu fui pra ver mesmo o Baudrillard, que veio ao Brasil lançar seu novo livro Power Inferno, onde tenta mostrar a guerra como um "não-acontecimento" (para quem quiser se aprofundar mais, ver entrevista de Baudrillard à Folha). A parte mais bizarra da entrevista pra mim, no entanto, não foi seu discurso sobre "estéticas da guerra", e sim quando ele, falando sobre o Rio, mostrou-se surpreso com a enorme Estátua da Liberdade, na entrada de um shopping da Barra da Tijuca. Adorei a ironia que usou para se referir ao fato (risos, risinhos: shshshshsh).
- Jean Baudrillard, Café Literário, Bienal 2003Mas vejam vocês... Eu não posso com essas "brasilidades". Quase não pude ouvir o Baudrillard. Quel honte! No pavilhão ao lado, acontecia uma palestra com o Bial, que de discreto jornalista passou a "grande estrela do BBB". O delírio, algazarra e gritaria das estudantes adolescentes, estufadas de hormônios, tomaram conta de todo o Riocentro. Não se ouvia mais nada, a não ser os uivos ensurdecedores pelo Pedro Bial. Espero que o Baudrillard não faça a mínima idéia da razão desse tumulto que atrapalhava sua entrevista no Café Literário. Moral da história: melhor esquecer filosofias, literaturas e pensamentos humanísticos, porque o BBB é a palavra de ordem! Fazer o que, não?
Em resumo, minha experiência de Bienal deixou as seguintes impressões: (a) o Café Literário é, sem sombra de dúvidas, o seu melhor espaço; (b) a Bienal é o pior lugar para se comprar livros, não encontrei nenhum dos que procurei; (c) o público circulante pareceu-me interessado em muitas coisas, até em livro; (d) há bons eventos, apresentações e atrações acontecendo por lá, como, por exemplo, um maquinário de editoração, exibindo abertamente todo o processo de impressão de livros; (e) os livros estão caríssimos. Pra não dizer que não comprei livro nenhum, parei na Livraria da Travessa e levei a biografia de Virginia Woolf. É uma canseira, isto é um fato. Haja pernas. Mas você só sente que cansou no final. :) Valeu. É um acontecimento imperdível para quem está na cidade.
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meraluz at 11:19 AM - post nº
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Maio 21, 2003 :::
Another Brick in the Wall
Bah... ando cansada de hipocrisia, falsos valores, moralismos, bons comportamentos mentirosos, vaidades tolas, egoismos, ditadura do capital, vernizes baratos, falsos mestres, donos da verdade, donos da mentira, estruturas apodrecidas. Seres do Planeta Terra parecem não se comprazer com a verdade, com a vida no sentido visceral, com a liberdade. Ser simples, sem peso, sem amarras e feliz deve ser algo muito ameaçador para os humanos. Do contrário, não viveriam no sentido oposto a isto.
(hmmm... que rebelde!)
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave the kids alone
hey teacher leave us kids alone
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
(Another Brick in the Wall - PinkFloyd)
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meraluz at 11:48 PM - post nº
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Maio 20, 2003 :::
O ETERNO RETORNO DE NIETZSCHE...

Pode parecer título de poesia, conto, música. Mas não é. O Eterno Retorno é uma teoria de Nietzsche que sempre me intrigou. Investigando um pouco mais sobre o assunto...
- pausa: se você não gosta de reflexões filosóficas, melhor fechar a janela - [ x ]. Estou aqui a "divagaire" comigo mesma, assim me ajudo a pensar e guardo o arquivo em local onde não esqueço.
Continuando...
Investigando mais sobre o assunto, vi que o Eterno Retorno de Nietzsche era um grande pesadelo, apesar do lindo nome. É uma teoria complexa, de difícil conceituação. Resumindo a ópera: o Eterno Retorno espelha o fluxo monótono da vida, em eterna repetição de seus fatos, os seres e seus desenvolvimentos se findam e o tempo nunca. E ,enquanto não findamos, vamos repetindo e repetindo e repetindo as várias situações finitas. Segundo o próprio filósofo, era o maior dos fardos do universo.
Essa teoria repousa sobre o seguinte fundamento: existe um tempo infinito e um número finito de acontecimentos combinados que, conseqüentemente, reincidirão de forma infinita.
Nietzsche acreditava que não havia um estágio final do universo. O universo seria um fluxo constante a se modificar e tornar a ser (devir) por incontáveis vezes, sem objetivo. Diz ele: "Se o mundo tivesse um objetivo, esse objetivo teria sido alcançado." Para o filósofo pessimista, o mundo é um permanente devir (tornar-se); o mundo do Ser é um mundo de aparências.
Em A Gaia Ciência, Nietzsche faz uma amarga analogia em relação ao tempo:
O maior dos fardos - O que aconteceria se, um dia, um demônio, espreitando-lhe, na mais profunda solidão, dissesse: ¿Esta vida que você vive agora e a que já viveu terá de ser vivida mais uma vez , e mais outra e mais incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, cada dor, cada alegria, cada pensamento, suspiro, cada acontecimento, por maior ou menor que seja, deverá retornar, na mesma sucessão e seqüência (...) A eterna ampulheta da existência é incessantemente virada, e você vira com ela, como um grão de areia!
Em A Vontade de Potência, volta a falar sobre o assunto:
Se o mundo pode ser pensado como uma quantidade definida de força e com um número definido de centros de força -- qualquer outra representação permanece indefinida, sendo, portanto, sem importância -- vai acontecer que, no grande jogo de dados da existência, o mundo passará por um número calculável de combinações. No tempo infinito, cada combinação possível seria, mais cedo ou mais tarde, realizada; e mais: seria realizada por um número infinito de vezes. Como, entre cada combinação e sua próxima recorrência, podem ocorrer todas as outras combinações possíveis, e cada uma dessas combinações condiciona toda uma seqüência de combinações na mesma série, um movimento circular de séries absolutamente idênticas ficaria assim demonstrado: o mundo em movimentos circulares, que já se repetiram infinitamente, jogando sua partida de xadrez no infinito.
Bem, mas para quê digo isto? Por uma seguinte razão, e é onde Nietzsche me faz pensar: ele afirma que a concepção tradicional cristã da linearidade do tempo não significa "duração"; é um tempo com princípio, meio e fim; com passado, presente e futuro. A visão de Nietzsche é de um tempo cíclico, não-linear, onde não existe um final. O primeiro fator constituinte do tempo seria o momento (ciclo), e para o momento não há um estágio final, pois o fim de um momento possibilita o surgimento de outro. O momento é imortal e nele eu produzo retorno. Pelo bem desse momento, eu suporto o retorno. (Anotações de Nietzsche).
É onde quero chegar: na eternidade do momento. Segundo o filósofo, para suportar a idéia aterradora do Eterno Retorno, devemos nos libertar da moralidade, entender a dor sem a consciência cumulativa do prazer, a dor como uma ferramenta, como a mãe do prazer, não temer as incertezas, abolir os conceitos mastigados de necessidade e vontade, enfim, abolir o conhecimento em si. No momento está a imortalidade e a salvação.
Vivamos cada momento, pois, sem hipocrisias. Vivamos porque o tempo não acaba, nós é que findamos com ele. Mas, na experiência de cada momento, nos libertamos, e preparamos todos os próximos momentos. A continuidade destes ciclos, destes pólos de energia produzida é que vai justificar a vida, em sua maior expressão. O Eterno Retorno é a nossa sentença de repetição dos fatos, mas inseridos inteiros em cada um desses momentos, nos distraímos dessa monótona repetição que é a vida, não estaremos jogando um jogo vazio.
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meraluz at 11:17 AM - post nº
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Maio 15, 2003 :::
FORA DO AR! É isso. Ando fora do ar. O que falta: tempo, vontade, criação, assunto, alguma coisa, quelque chose. O que excede: trabalho, obrigações, problemas meus, problemas alheios, saudade.
Volto logo! Mantenham minha chama acesa.
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meraluz at 1:31 AM - post nº
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Maio 10, 2003 :::
Agradeço, de coração, o carinho de quem se pronunciou aqui, sob as mais diversas formas (receitinhas, bons desejos, brincadeiras, etc.), torcendo pela melhora de minha saúde. Estou melhorando aos pouquinhos. A danada da gripe é persistente. Cuidem-se para que essa inclemente senhora não chegue perto de vocês. Tirou-me toda inspiração. No entanto, sobrou ainda ânimo para retribuir o carinho de vocês com algum tipo de criação. Aqui vai.
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meraluz at 12:28 PM - post nº
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Maio 8, 2003 :::
Aviso: estou em falta com visitas e devendo posts melhores. Ok, eu não preciso me explicar. Afinal, é a liberdade que deve motivar qualquer movimento. Mas uma gripe safada me atirou violentamente ao chão, e tento me recuperar de todas as maneiras. Até pra trabalhar está difícil. Sem a plena capacitação do meu corpo, não rendo nada. Desejem-me melhoras. Obrigada.
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meraluz at 12:02 PM - post nº
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Viram como "botar a boca no trombone" dá certo? Já eliminaram a tal cláusula das contrapartidas sociais para os patrocíncios culturais. Cacá Diegues fez um grande bem à nossa arte e cultura. Bravo!
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meraluz at 11:45 AM - post nº
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Maio 7, 2003 :::
Cinema e Ideologia
A entrevista de Cacá Diegues causou convulsão no meio artístico e no governo, esta semana. O cineasta se mostra revoltado com as novas regras de incentivo ao cinema nacional. Palmas pra ele, que levantou a voz e não aceitou calado tamanho desmando. Vincular arte a identidade nacional, a contexto ideológico ou a qualquer outro interesse que não seja o da arte pela arte é uma violência ao sentido das coisas. O que que é isso, companheiro? Cadê o Lula, hein? Não estou reconhecendo mais nada. Está tudo muito estranho.
Pois as regras são estas, condicionar o nosso cinema a programas de interesses políticos, a ideologia de partidos, a investidas sociais, como se a arte pudesse ser formatada e sufocada. A arte, por si, já faz seu trabalho social. Que cinema será esse? Se já não vejo os "Carandirus" da vida (que não tem a ver com o caso porque foi livremente concebido), por preferir a beleza e a fantasia nas telas, muito menos verei os "filmezinhos socialmente engajados" com "identidade nacional", saídos de uma forma pronta, com interferência direta das mãos do governo. Para isso recorre-se a outras fontes, livros, jornais e mídias diversas. Mas cinema é arte. A sétima arte. Como arte, não vai cumprir bem seu papel entre correntes e imposições ideológicas. Cinema é ilusão, é o sonho da criança, é o fantástico, o extraordinário, o cômico, o trágico, os efeitos especiais e também as denúncias sociais, mas não por obrigação. Nos filmes de Chaplin estavam as mais contundentes denúncias sociais e nem por isso havia a privação da liberdade criadora, da ilusão, da fantasia, do jeito "cinema" de ser.
Pois é. Estou com Cacá Diegues e não abro. Não me convidem para ver filmes socialmente engajados. A realidade, por si, já basta para provocar náuseas, mal-estar e revolta.
Trechos da entrevista de Cacá Diegues.
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meraluz at 9:02 PM - post nº
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Maio 6, 2003 :::
"Post retirado. Deu muita confusão. Passem para o seguinte, enquanto não posto algum novo nonsense."
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meraluz at 5:18 PM - post nº
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Em nome da boa poesia 
Glória Horta é das minhas preferidas, no que diz respeito à poesia contemporânea. No próximo dia 9, Sexta-Feira, a partir de 20:30h, ela estará lançando, no Quiosque do Mineiro (quiosque 16) - Lagoa, em frente ao nr. 2800 (Cantagalo) RJ, um CD simplesmente deslumbrante com poesias de dois de seus livros (Sangria e Borboleta Sumaríssima). Dica de amiga: VALE A PENA! Glória é o máximo :). Para quem estiver no Rio, será um ótimo programa, com direito a música muito boa e ao vivo. Para quem não estiver e quiser boa poesia, o CD, com 42 poemas, custa R$ 15,00. Podem me mandar um e-mail, que eu providencio.
Ferros em Brasa (Glória Horta)
Agora tragam-me
Ferros em brasa
E marquem meu corpo
Que eu estou forte
Estabeleçam leis
E eu as transgredirei
Todas
E determinem padrões
Que eu os conterei
Cortem minha cabeça
E eu sobreviverei apenas
Com o coração
(em audio clique aqui)
Mais poemas no menu à esquerda (Poemices de Glória Horta)
Glória Horta na Web, conheça mais.
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meraluz at 10:04 AM - post nº
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Maio 5, 2003 :::
E m o c i o n e - s e !

Antes que seja tarde...
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meraluz at 9:01 AM - post nº
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Maio 4, 2003 :::
A conversa pra depois
- Como foi a festa, Bruninha? Beleza?
- Muito massa! Fiquei com o cara mais gato do pedaço. Tudo de bom, ele.
- Poderosa você, hein? Mas me explica aí esse negócio de "ficar". Até hoje não entendi bem o real significado do termo. É muito vago pra minha cabeça.
- Ora, ficar é ficar! Você olha, e se pintar um clima vai ficando.
- Sim, muito elucidativa a explicação. E o que é que rola nesse ficar? Beijo? Mão na mão? Mão na contramão? Ou rola tudo?
- Aí depende, né? É meio relativo. Pode rolar qualquer coisa, desde que ninguém pegue no pé.
- Ah, entendi. Só não pode pegar no pé. No resto pode. Mas como é o "approach"?
- Como é o que????? Que p... é essa?
- Approach é o tipo de abordagem, desculpe... Eu quis perguntar: como é que alguém chega pra ficar com o outro? Rola uma conversa antes, não é? Esse carinha com quem você ficou, por exemplo, sobre o que conversaram antes da "ficação"?
- Sobre nada, ora.
- Vocês não conversaram?
- Um pouquinho, sim. Mas só depois, só depois.
- Ah... Só depois... Primeiro fica, depois conversa. É isso?
- Hum, hum!
- Primero fica, depois conversa... Um dia ainda hei de entender.
Um dia ainda hei de entender.
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meraluz at 8:10 PM - post nº
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Mas francamente...
Minha amiga Insana disponibiliza no Mundo Delirante o que há de melhor no que se refere a música e músicos e, pelo número de comentários, ninguém se interessa muito ou não quer se manifestar. O último post é sobre Chick Corea. Alguém aí conhece Chick Corea? Ok, ok.. Ninguém é obrigado a conhecer Chick Corea, gostar de jazz, sons apurados ou progressivos. Mas os ouvidos sensíveis naturalmente costumam ser ávidos de bons estilos e bons sons, sem precisar inserir nada dentro de categorias. Obviamente, o Mundo Delirante não agradaria às massas, porque as massas se afinam mais com o consumo imediato, com o easy digest, com as produções mais primárias. E esse tipo mais apurado de música às vezes exige um pouco da percepção e do senso artístico. E estão todos muito apressados para as degustações. Chick Corea, no meu entender, é o maior pianista de jazz da contemporaneidade. Tive a felicidade de ir a duas apresentações dele no Brasil e quase entrei em êxtase. No Mundo Delirante tem tudo sobre ele.
Aqui vou deixar, pra quem quiser (acho que poucos vão querer), o que acho de melhor dele: Chick Corea, com participação de Stan Getz tocando
LA FIESTA (amostra de 2984 kb).
Jazz no mais perfeito estilo andaluz (é isso mesmo, jazz misturado com flamenco). Performance irrepreensível dessas duas feras do jazz.
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meraluz at 5:27 PM - post nº
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Maio 3, 2003 :::
E nao me venha com aquele velho papo freudiano de que "dores precisam ser vivenciadas até o fim". Até precisam, em alguns momentos e de certa forma. Mas sem que, para isso, seja necessário paralisar o resto. A vida nunca para de doer. Nao há tempo suficiente para interrompermos cada espetáculo que foge ao roteiro concebido. Não dá pra parar tudo enquanto processamos as dores no laboratório. Viver é uma dor atrás da outra e também o seu oposto: um prazer atrás de outro - por que não?. Viver é uma cadeia de acontecimentos (ou desacontecimentos). Uma pororoca existencial. Então vamos nos agarrar ao que temos: novas histórias, aquelas que passam agora por entre nossos dedos, ainda que construídas sobre ruínas.

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meraluz at 7:03 PM - post nº
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Maio 2, 2003 :::
Às vezes dá uma vontade de chutar o pau da barraca... Ah, dá !!! Mas é preciso manter a pose, é preciso manter a pose - conselho do meu amigo Snoopy. A pior das tensões é tentar manter o equilíbrio.

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meraluz at 6:49 PM - post nº
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Não se brinca com o passado. Melhor deixá-lo no lugar dele. Para quê despertar monstros sagrados ou profanos? O que fazer com velhas histórias? Onde colocá-las, a não ser no tempo já vivido? Lá elas descansam serenas, conformadas. Aqui fibrilam inquietas e despatriadas. Migrações do pretérito perfeito para o presente imperfeito acabam se perdendo na viagem. Nem todas as experiências podem ser vividas em todos os tempos. Só as imortais por merecimento.
Hoje não estou falando coisa com coisa. Mas... e daí? :)
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meraluz at 4:34 PM - post nº
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