veja também Quelque Chose II: www.quelquechose.net/qq/
Outubro 31, 2008 :::
Quando os jovens vão pras ruas...
Estou de alma lavada. A juventude acordou. E hoje milhares de jovens do Movimento Pró-Democracia (MPD) marcharam no Centro da Cidade, num grandioso protesto pacífico. Clamavam por DECÊNCIA POLÍTICA.
Quando os jovens acordam, tudo pode acontecer. Foi um acontecimento espontâneo, lindo - embora parte da mídia tenha tentado desqualificá-lo e ignorar sua seriedade. Mas a coisa é séria, e vai crescer. Nossos jovens são nossa esperança. A impunidade e o balcão de negócios sujos já chegaram ao limite máximo.
Ao contrário do que tentou fazer parecer a mídia - um movimento de jovens eleitores inconformados com a derrota de Gabeira -, a dimensão deste acontecimento é muito maior. Não, não eram apenas os eleitores de Gabeira que estavam ali, tampouco os antipatizantes de Eduardo Paes. Não é por aí. Não é nesse patamar. Eram jovens ávidos por um Rio e um Brasil melhor e mais limpo.
O ponto culminante foi quando entoaram, com sua força juvenil, o Hino Nacional. Ignorar é impossível. Continuem, meninos! Continuem sua luta! Eu estarei com vocês, sempre que der. Haverá um momento em que a sociedade não mais poderá vedar os olhos ou tapar os ouvidos.
Para quem não sabe, ou para os que tentam distorcer a proposta do Movimento Pró-Democracia, reitero aqui a proposta do MPD, com base nas informações de sua própria comunidade no Orkut :
O movimento segue fielmente seus ideais de DEMOCRACIA, ESPONTANEIDADE, APARTIDARISMO E PACIFISMO, e convoca os que já estão cansados de tanta manipulação, a lutar conosco por um Rio de Janeiro limpo de crimes eleitorais.
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meraluz at 8:15 PM - post nº
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Agosto 2, 2008 :::
BUG NO INTERNET EXPLORER
Não sei por que raios a Microsoft não está permitindo que vários sites sejam executados, principalmente os blogs. Este é um problema geral, não apenas meu. Experimentei abri-los no FIREFOX e funcionou. Portanto, sugiro usarem, ainda que temporariamente, o Mozilla Firefox.
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meraluz at 11:56 AM - post nº
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Desprocessamento
Como deve ser escrever assim sem deixar o pensamento ordenar matematicamente as palavras? É o que tento fazer aqui, embora não seja de todo possível. Mas vale a experiência. Passar rapidamente as palavras para a superfície vazia, sem dar muito tempo ao cérebro para ordenar o pensamento. Cuspir palavras, com ou sem nexo. Fogo. Luz. Água. Mar... Mar... aMar... Gosto de "mar". Com mar se faz MARtírio, MARacujá, MARasmo, MARcar, MARavilha, MARgem, MARginal, mar, mar mar...
Eu não quero fazer sentido. Quero perder todos. Quero me desprocessar. Quero me desconstruir e espalhar cacos, pedras, vitrilhos, faíscas, ruínas de mim. Me desintegrar, porque meu corpo pesa, comprime a alma. Não quero saber das histórias que fiz. Não quero saber porque as histórias que fiz tiveram um fim. E, se tiveram um fim, foram pedaços de histórias. Migalhas para tapar os buracos da existência. Quero aquilo que não tem começo nem fim. A energia suprema, sem forma, sem regras, sem promessas, sem passado ou futuro.
Mas por que tudo ainda continua fazendo um estúpido sentido? Um sentido absurdo e sem sentido... Amor - o único sentido. Por onde anda este ilustre personagem de toda grande história?
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meraluz at 11:55 AM - post nº
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VERTIGO
Roda o tempo, vento, invento, rodam cores, minhas dores, corre-dores, escorre-dores, roda vida, dividida, minha boca, minha louca, minha cara mascarada nada a ver, nada a VER. Pára o mundo, que eu quero descer!
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meraluz at 11:54 AM - post nº
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Desprocessamento
Como deve ser escrever assim sem deixar o pensamento ordenar matematicamente as palavras? É o que tento fazer aqui, embora não seja de todo possível. Mas vale a experiência. Passar rapidamente as palavras para a superfície vazia, sem dar muito tempo ao cérebro para ordenar o pensamento. Cuspir palavras, com ou sem nexo. Fogo. Luz. Água. Mar... Mar... aMar... Gosto de "mar". Com mar se faz MARtírio, MARacujá, MARasmo, MARcar, MARavilha, MARgem, MARginal, mar, mar mar...
Eu não quero fazer sentido. Quero perder todos. Quero me desprocessar. Quero me desconstruir e espalhar cacos, pedras, vitrilhos, faíscas, ruínas de mim. Me desintegrar, porque meu corpo pesa, comprime a alma. Não quero saber das histórias que fiz. Não quero saber porque as histórias que fiz tiveram um fim. E, se tiveram um fim, foram pedaços de histórias. Migalhas para tapar os buracos da existência. Quero aquilo que não tem começo nem fim. A energia suprema, sem forma, sem regras, sem promessas, sem passado ou futuro.
Mas por que tudo ainda continua fazendo um estúpido sentido? Um sentido absurdo e sem sentido... Amor - o único sentido. Por onde anda este ilustre personagem de toda grande história?
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meraluz at 11:53 AM - post nº
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Dezembro 19, 2007 :::
Lojas virtuais - sabores e dissabores
A título de informação, relato aqui minha experiência, ao longo de 2007, no quesito "compras em lojas virtuais". Algumas delas me surpreenderam pela eficiência. Outras, que antes prestavam bons serviços, ao contrário, me deixaram muito insatisfeita pela desorganização. Listo abaixo as que mais usei neste ano. Futuramente, postarei comentários sobre outras lojas, inclusive, se for o caso, retirando alguma crítica aqui publicada, por questão de justiça. É bom deixar aqui assinalado que este é um juízo feito a partir da minha experiência particular. Nem todos passam pelos mesmos dissabores ou sabores. Então, vamos lá:
Submarino - www.submarino.com.br - Neste ano, pelo menos, foi a campeã do mau atendimento. Tive problemas sérios com atrasos nas entregas, e, principalmente, nas tentativas de contato com a loja, quando foi o caso de algum problema ou pendência. A comunicação com o Submarino - se não for para compra direta - é simplesmente impossível. Lamentável, pois, no passado, era uma das mais organizadas e pontuais. Talvez não tenham sabido crescer. Espero que, em 2008, essas falhas sejam corrigidas. Por enquanto, decidi manter distância. Do jeito que está, não recomendo a amigos, só a inimigos.
Americanas.com - www.americanas.com.br - Razoável. Manteve-se na mesma linha. Não é das mais rápidas em certas entregas, mas também não é das mais demoradas. O frete é um tanto alto, mas às vezes compensa. Para algumas mercadorias, tem excelentes preços. É confiável. Bom sistema de pagamento, variedade de produtos, além de oferecer a vantagem do nome respeitável. Continuarei a fazer minhas compras lá, quando necessário.
Compra Fácil - www.comprafacil.com.br - Sem dúvida alguma, a melhor das minhas experiências. Entrega rápida, bom sistema de pagamento, variedade de mercadorias, ótimo atendimento e excelentes preços.
Casa & Video - www.casaevideo.com.br - Razoável. Às vezes, ocorre atraso na entrega. Nada que não se resolva por meio do SAC. Pouca variedade de produtos na loja on-line. Os preços variam, nem sempre são os melhores. O ideal é comprar na loja física, se houver possibilidade.
Ponto Frio - www.pontofrio.com.br - Tão confiável quanto cara. Preços muito altos em comparação com os de suas concorrentes. Entrega rápida, no entanto.
Livrarias - Costumo alternar entre a Saraiva, a FNAC, a Cultura e a Siciliano.
Em termos de preço: Saraiva e FNAC. Para livros raros, principalmente estrangeiros: Cultura - porém, os preços não são os melhores. Agilidade na entrega: Saraiva, Siciliano, Cultura. A FNAC, apesar de contar com um bom estoque disponível, tem um sistema de entrega lentíssimo, que me deixa muito irritada. Logo, a campeã é a Saraiva. Pena que nem sempre disponha de todos os títulos. As demais são razoáveis.
Mercado Livre - www.mercadolivre.com.br - Há anos tenho feito excelentes negociações no Mercado Livre. Em mais de 30 transações, não tenho queixas de nenhuma. Os preços são imbatíveis e acha-se o inimaginável ali. O sistema "Mercado Pago" oferece uma garantia a mais e a possibilidade de se pagar com cartão, embora incida aí uma taxa adicional. Geralmente, negocio diretamente com o vendedor. Mas atenção: para se fazer compras seguras no Mercado Livre, é preciso pesquisar o histórico do vendedor. Não aconselho negociações com usuários novatos. Nesse tipo de negociação on-line, não há como evitar a presença de gente mal intencionada. Mas, consultando a reputação do vendedor/comprador, não tem erro.
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meraluz at 11:54 AM - post nº
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Novembro 30, 2007 :::

foto: globo.com
Já sei, já sei... O tema "futebol" não é dos mais apreciados pelos leitores deste blog. Mas é que a coisa vai além disso, muito além, e se expande para muitos outros aspectos da existência. Flamenguista é uma raça à parte. É, de fato, raça, amor e paixão. Flamenguista sofre até os estertores e vibra como se fosse explodir, levitar. O grito de "gol!!!" da galera equivale a um orgasmo merecido e suado. E quando eles cantam empurrando o time... Ah, quanta emoção há naquele coro que abala os céus, quanta emoção! - "Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, oh meu mengô!" - Cantam com tudo, com as vísceras, acompanhados pela percussão dos batimentos cardíacos a quase 200.
A trajetória do Flamengo, neste Brasileirão, foi banhada de lágrimas e risos. Angústia na época do quase rebaixamento, êxtase na classificação para a Libertadores. Muita gente empenhou a saúde de seu coração no caminho entre o limbo e a glória. Essa torcida é mágica. Mas não adianta dizer. É preciso estar lá pra entender essa magia. É feita de coração. É vermelha, é vermelha, é vermelha! É um fenômeno que não pára de crescer, seja na tristeza, seja na alegria. O Flamengo já não é do Rio. É do Brasil, é do mundo, é de todo mundo. Extrapolou todas as soberanias e barreiras.
Hoje é um dia histórico no clube. O grande Joel disse, enfim, que "fica"! E tem que ficar. Porque ele é mesmo a cara do Flamengo: vibra, pula, dá esporro, chora, se emociona, grita o tempo todo, fala palavrão, fala a língua do povo e dos jogadores. Fala a língua do Flamengo. E por que Joel acertou o time? Um time que estava prestes a conhecer os dissabores do precipício?
Joel fez aquilo que eu sempre acreditei fazer a diferença - e isto se aplica a outros setores da vida. Joel promoveu a união, a auto-confiança, o bom ambiente e o sentimento de equipe num time perdido. A partir daí, o movimento foi só de ascensão. Todo mundo se entendia. Nada de disputas internas ou brilhos individuais. Todos unidos e centrados num mesmo desejo de vitória: a vitória de todos. Sem união não há prosperidade. E essa união não pode deixar de fora a torcida, que empurra e empurra, fabricando uma energia que move até montanhas. E o time se moveu... E todos estão felizes, sorridentes. A cidade está em festa. E, depois que Joel deu o seu tão esperado SIM, todos foram comemorar lá no alto do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor. Joel se emocionou e chorou. E eu também, assim como outros corações rubro-negros.
O Flamengo ainda é das poucas coisas que ainda conseguem me emocionar, a ponto de deixar meu coração totalmente vulnerável. Porque a vida, ultimamente, as notícias nos jornais, relatam desesperanças. Graças a Deus eu sou flamenguista! Obrigada Flamengo! Obrigada Joel!
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meraluz at 6:57 PM - post nº
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Junho 12, 2006 :::
Os Reféns pedem socorro!
(Fausto Wolff - JB Caderno B, 11.06.2006)
NUNCA PENSEI que escreveria isto: o Brasil e seu povo são reféns do governo. Não estivemos nesta situação nem nos anos da ditadura, pois, como ela era ilegal, tínhamos com quem brigar, não lhe dávamos as costas e sonhávamos com a reconstrução da esquerda. Hoje somos reféns porque não apitamos. Se tentarmos apitar, nos matam, vamos para a cadeia, nos despedem ou , na melhor das hipóteses, nos aplicam uma multa.
Pensando bem, Lula trabalhou bem e é mesmo capaz de ganhar no primeiro turno. Em 2002, encontrou uma classe média (cuja ideologia é galgar os degraus que levam à alta burguesia e fazer qualquer negócio para não descer ao inferno do proletariado) entre o fogo e a frigideira. Se por um lado não queria perder o pouco que tinha votando num candidato comunista (é, a classe média achava que Lula era comunista), não podia permitir que os neoliberais de FHC continuassem a estreitar seu pescoço com o garrote vil do congelamento.
Pressentindo isso, Lula e sua gangue adoçaram o discurso para torná-lo palatável à classe média. Era tudo que a classe média queria. O excelente ator pernambucano tinha o voto dos petistas e da esquerda enganada. A classe média, porém, foi fundamental para a vitória. No poder, tendo de agradar ao Consenso de Washington, a José Dirceu, a Jefferson e aos partidos de aluguel, decidiu viajar pelo exterior, onde podia dizer as besteiras que quisesse, pois, no máximo, seria considerado bizarro. A "tchurma" - Dirceu, Genoino, Delúbio, Palocci, Jefferson e o Carequinha - quebraria o galho. Ele tinha o plano de se reeleger de qualquer maneira.
Quando um político ladrão, safado, sem vergonha rouba alguns milhões de dólares e manda para o exterior, está matando crianças, velhos, desempregados, centenas de milhares de pessoas humildes que nem sabem o nome de seu algoz. Pois quando a quadrilha foi descoberta, Lula não se abalou. Continuou viajando e dizendo bobagens. Sabia que a oposição iria criticá-lo, pedir sua cabeça - e havia motivos de sobra para seu impedimento - mas tinha certeza de que ela só iria até certo ponto.
Antônio Carlos Magalhães, Agripino Maia, Arthur Virgílio, Heráclito Fortes silenciariam quando notassem que todas as pistas conduziriam à gangue FHC e o que ela fez para legalizar seu segundo mandato. Sabia que se tentassem atingi-lo pessoalmente acabaraiam atingindo FH com quem aprendera o entreguismo ordenado pelo neoliberalismo global. Sabia que podia contar com os picaretas da Câmara para se absolverem mutuamente, como ocorreu com os mensaleiros e não vai ocorrer com os sanguessugas e nem com os castores e, já que o assunto é roubar sangue, nem com os juízes do Supremo que acabam de aumentar seus salários para quase R$ 28 mil mensais, sem contar as mordomias.
De certa forma - Lula deve ter pensado - foi até bom ter se livrado dos garotos dissidentes que acreditaram no seu socialismo. Melhora inda foi ter se livrado de Dirceu e de Palocci, que, como numa farsa de Molière, queriam crescer demais. Lula tinha seu trunfo: o povo pobre, miserável, faminto. Para tanto, era preciso fazê-lo sem sofrer: nem saúde, nem empregos, nem escolas. No máximo a humilhação da bolsa-comida, comida pelos prefeitos.
O povo que não lê jornais está se lixando para a quadrilha do Dirceu; identifica-se com Lula, que fala como ele, conta as mesmas piadas, bebe cachaça e engole buchada, tem a língua presa e se não faz mais é porque os ricos não deixam. Para o povo, a classe média são os ricos. Lula sabe da carência do povo, sabe que um sorriso seu vale 100 votos, um abraço e um beijinho mais 100. Mas sabe, principalmente, que conta com um PSDB de rabo preso e com toda a banda podre do PMDB para não falar nos muitos partidos de aluguel. Sabe mais, que terá o tempo que quiser na TV para cativar o povão, para lhe explicar que os ricos tentam impedi-lo de ajudar seus irmãos desvalidos, mas que isso agora vai mudar. Foi inteligente da parte de Lula não fazer nada pelo povo. Ignorante, ele lhe garantirá as eleições.
Por isso comecei dizendo que somos reféns da polícia e dos ladrões, dos políticos da situação e da oposição, dos juízes, e do guarda da esquina. O Brasil me lembra o sino que batia sem fazer som algum do filme de Kavalerowicz, Madre Joana dos Anjos. A Polônia pedia socorro, mas a Europa não ouvia. Hoje quem pede socorro é o Brasil. Pessoalmente, vou pedir ajuda à Santa Heloísa Helena para não ter de anular meu voto.
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meraluz at 3:46 PM - post nº
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Junho 2, 2006 :::
Eu sou brasileira, sem muito orgulho...
Porque sou brasileira vou me impor o sacrifício de torcer contra a seleção. Não sei se consigo. Mas tentarei. A hora é de consciência e não de ufanismos tolos. Melhores no futebol e piores no IDH (índice de desenvolvimento humano)? Melhores no futebol e melhores ainda na epidemia da corrupção? Mais uma vitória, e todos os louros creditados ao governo da hora. Campeões da bolinha nos pés, campeões da injustiça nas mãos.
E que seleção é essa, em que apenas dois jogadores vivem no país? Patéticos atletas que não amam o Brasil, mas dólares e fama. Suam suas camisas da Nike por dinheiro e não por amor à pátria. Não são craques verde-amarelos como aqueles de outras décadas, quando o futebol ainda não era um grande negócio e, a despeito de tudo, gerava Pelés ou Zicos, brasileiríssimos.
E tem mais, se o Brasil ganha essa copa, ainda corremos o risco de ouvir o Exmo. Sr. Presidente dizer que inventou o futebol. Ninguém merece. Não vou suportar.
Pelo bem do Brasil, espero sinceramente que esses novos gringos, que defendem nossa seleção e seus milhões de dólares, não tragam a taça. Torço contra. Sou brasileira, sem muito orgulho, mas com muito amor...
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meraluz at 1:42 PM - post nº
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Abril 27, 2006 :::
Ainda a Varig
* * *
"Mas, como eu disse, amo a Varig. A empresa que vive no meu coração não é da história mal contada, mas a dos comissários e comissárias de bordo, dos pilotos e co-pilotos, do pessoal de terra -- esses meus conterrâneos sempre tão dedicados, amigos, competentes. É a Varig da linda comissária Eliane Lameirão, que ainda anteontem me serviu uma deliciosa refeição de bordo em pleno programa do Jô, num carinho inesperado nascido da minha descarada paixão por comida de avião.
Não foram eles os culpados pelo pecado original da companhia que, apesar de tudo, conquistou a afeição dos seus usuários e acabou se transformando em orgulho nacional. Também não foram eles os culpados pela sua derrocada. Quando estive em Budapeste no ano passado senti um peso no coração ao virar uma esquina e, subitamente, dar de cara com uma loja abandonada com o nome Varig lá no alto. Todo encardido.
Nada tenho com a Varig exceto um punhado de milhas, mas aquela loja me abalou e mexeu num ponto sensível da minha alma viajante. Uma loja da Varig fechada lá fora é como uma embaixada abandonada, triste de se ver. Com a diferença que, para entrar numa embaixada, tomar cafezinho e bater dois dedos de prosa na língua da gente é preciso conhecer alguém no Itamaraty, ao passo que as lojas da Varig sempre estiveram de portas abertas para todos os brasileiros no exterior. Entrar num de seus aviões depois de dias ou semanas em outro país é como o Brasil estar vindo ao nosso encontro, para nos trazer de volta para casa.
* * *
Fica claro que tenho sentimentos ambivalentes em relação à sua atual situação. Meu lado lógico e racional acha que o mercado deve seguir seu curso, mas meu lado emocional discorda radicalmente do mercado desde o dia em que a AT&T demitiu 20 mil funcionários e suas ações dispararam na bolsa. Havia aí uma perversidade com a qual até hoje, passados dez anos, não consegui fazer as pazes moralmente.
Com toda a franqueza, não sei se o governo deve ou não manter distância da questão; minha cabeça tem razões que meu coração não reconhece. Por outro lado, o governo tem razões que não há cabeça que entenda, até porque cabeça é o que, aparentemente, ele menos usa. O Brasil precisava mesmo mandar aquele astronauta insuportável para o espaço? E precisa mesmo financiar o equivalente a nove viagens da Terra à Lua só em combustível para os deputados, sem deixar unzinho que seja por lá?
O fato é que, diante de desperdícios tão óbvios e estapafúrdios, dar uma chance à Varig não me parece coisa que mereça a carranca que faz dona Dilma sempre que fala no assunto.
Enfim, será o que Deus quiser. Mas eu, de minha parte, estou, apesar dos pesares, torcendo de coração pela Varig e pelos seus indômitos funcionários."
(Coluna Cora Ronai - O GLOBO, Segundo Caderno, 27.4.2006)
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meraluz at 11:44 AM - post nº
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